
Quando as empresas intensificam a transição para o modelo presencial ou híbrido estruturado, uma das primeiras dúvidas que chegam às mesas dos diretores de Corporate Real Estate (CRE), Facility Management (FM) e RH é: devemos voltar a ter mesas fixas e nominais para cada colaborador (modelo 1:1)?
No KPS Cast #06, Celso Saito e Luís Gustavo Campos analisam os dados de pesquisas globais e alertam para a leitura rasa que o mercado costuma fazer das estatísticas de ocupação.
Dos profissionais entrevistados, 83% afirmam ter um assento designado, enquanto apenas 17% operam sem assento fixo. Desses 17%, 59% declaram que gostariam de ter uma posição designada, e 41% afirmam que “onde houver lugar para sentar, sentam”.
A grande armadilha está na interpretação desse dado. O mercado muitas vezes conclui precipitadamente que as pessoas querem voltar ao modelo antigo, com porta-retratos na mesa, gaveteiro trancado e uma mesa nominal que permanece vazia durante as férias ou viagens de trabalho. A realidade não é essa.
O que o colaborador realmente quer: a garantia de vizinhança e ergonomia
O que o colaborador exige ao ir ao escritório não é a propriedade de uma mesa específica, mas a garantia de um posto de trabalho ergonômico de alta qualidade no “bairro” ou na “vizinhança” da sua equipe.
A verdade por trás dos 83%
| Interpretação errada do mercado | Interpretação real (centrada nas pessoas) |
|---|---|
| Retorno ao modelo nominal 1:1 | Garantia de assento ergonômico |
| Mesas vazias acumulando poeira | Alocação por vizinhanças de time |
| Controle e rigidez de presença | Posições coringa e docking stations |
| Desperdício financeiro de m² | Taxa de ocupação real entre 50% e 55% |
Quando o escritório adota um hot desking desestruturado, os colaboradores que chegam mais tarde são empurrados para banquetas altas de balcão na janela, ambientes projetados para permanências curtas de 20 minutos, e não para jornadas de 8 horas.
Após semanas trabalhando em posições inadequadas e sem suporte lombar, surge o desejo por “posições designadas”. A insatisfação, portanto, não é com a flexibilidade em si, mas com a falta de ergonomia e de previsibilidade.
O dimensionamento real: a regra dos 50% a 55% de ocupação
Análises de campo e consultorias da OptiSpace mostram que a taxa média de ocupação real nos escritórios corporativos flutua entre 50% e 55%.
Mesmo em empresas com políticas presenciais de 3 a 4 dias por semana, fatores como férias, licenças, reuniões externas, eventos e viagens impedem que o prédio atinja 100% de ocupação física diária.
Componentes do dimensionamento de vizinhanças
| Docking stations universais | Posições coringa | Quiet rooms e libraries |
|---|---|---|
| Monitor e cabo padronizados | Contingência para visitantes e dias de pico | Espaços de foco e hiperfoco |
Em vez de alugar metros quadrados adicionais para manter 100 mesas para 100 colaboradores:
- Estruture vizinhanças por departamento: a equipe de Finanças ou de Marketing tem uma área reservada onde se acomoda democraticamente.
- Padronize a tecnologia (docking stations): todas as bancadas devem ter monitores, teclados e cabos universais pré-conectados.
- Mantenha posições coringa (contingência): reserve de 5% a 10% de assentos extras para picos de presença, visitantes de outras filiais e diretores em trânsito.
Redesenhe o dimensionamento do seu espaço com a OptiSpace
Forçar a volta das mesas fixas nominais traz de volta o desperdício de espaço e custos imobiliários desnecessários.
A metodologia OptiSpace combina dados reais de uso, diagnóstico comportamental e Change Management para calcular a proporção ideal de estações de trabalho para a sua empresa.
Aprofunde o debate no KPS Cast

Acompanhe o debate completo no KPS Cast #06:
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Próximo passo
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